Saiba quando se deve fazer os exames de ultrassom na gravidez

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A gestação é uma fase cercada de expectativas. Entre as mais comuns, certamente estão o momento de ouvir pela primeira vez o coração do bebê bater, a descoberta do sexo e as primeiras imagens da criança que está por vir.

Tudo isso é possível a partir da realização de um dos exames mais importantes e mais conhecidos do pré-natal, o ultrassom. Certamente você já ouviu falar dele, mas será que os ultrassons não são todos iguais?

Para que você saiba mais sobre ultrassom na gravidez e entenda por que ele é tão importante em cada fase da sua gestação, preparamos esse artigo. Tire suas dúvidas agora mesmo!

O que é ultrassom obstétrico?

O ultrassom obstétrico é um dos exames mais importantes do pré-natal. Trata-se de um procedimento não-invasivo, indolor e totalmente seguro, que utiliza ondas sonoras para produzir imagens do feto ou embrião no interior do útero.

Por meio dele, o obstetra pode detectar alguns problemas de saúde e anomalias, descobrir o sexo de bebê, determinar a idade gestacional e até a provável data do parto.

O ultrassom na gravidez também permite que o profissional faça uma análise detalhada da placenta e do líquido amniótico, além de acompanhar o seu crescimento e desenvolvimento.

Quais são os tipos mais comuns de ultrassom na gravidez?

A quantidade de ultrassons a ser realizados por cada gestante deve ser determinada pelo obstetra que a acompanha. No entanto, de maneira geral, a futura mamãe costuma realizar os seguintes exames:

Ultrassom transvaginal

Normalmente, o primeiro ultrassom do bebê é realizado entre a 5ª e a 8ª semana de gestação e acontece por via transvaginal, o que permite uma melhor visualização do feto que, nessa fase, mede em torno de 5 milímetros.

O exame serve para que o obstetra possa visualizar o saco gestacional, primeira estrutura identificável de uma gravidez. Além disso, é possível verificar quantos bebês estão se desenvolvendo e, se o exame for realizado a partir da 6ª semana, ouvir o coração, sem dúvida um dos momentos mais emocionantes para as futuras mamães.

Nessa fase, também já é possível observar a vesícula vitelina. Assim como o saco gestacional, a presença dessa estrutura garante a existência de uma gestação intra-uterina e descarta a possibilidade de uma gravidez ectópica, que acontece quando o óvulo fertilizado está implantado fora do útero.

Geralmente, um novo ultrassom transvaginal só é realizado entre a 26ª e a 30ª semana, de maneira complementar ao abdominal, para medir o colo do útero e avaliar o risco de parto prematuro.

Ultrassom morfológico do primeiro trimestre

O segundo ultrassom da gravidez deve ser realizado entre a 11ª e a 14ª semanas de gestação e é chamado de morfológico do primeiro trimestre.

Trata-se de uma ultrassonografia mais detalhada, via abdominal, com o objetivo de analisar a estrutura do feto e a formação dos órgãos. Nesse mesmo exame, é realizada a translucência nucal, que nada mais é do que uma medição do espaço da região do pescoço que possibilita a identificação de possíveis problemas cromossômicos, como a síndrome de Down.

A partir da 16ª semana de gestação, já é possível realizar um novo ultrassom para determinar com segurança o sexo do bebê.

Ultrassom do segundo trimestre

Nesse ultrassom na gravidez, realizado entre a 20ª e a 24ª semana de gestação, é possível confirmar o sexo do bebê e identificar uma série de doenças, como cardiopatias e problemas renais.

Nessa fase, o obstetra também pode fazer uma avaliação preliminar do líquido amniótico e da placenta, para detectar eventuais problemas no recebimento de nutrientes que poderiam prejudicar o crescimento do bebê.

Ultrassom em 3D e 4D

Normalmente, são os preferidos das futuras mamães, já que permitem observar o rostinho do bebê com uma quantidade impressionante de detalhes. Enquanto o ultrassom 3D, como o próprio nome diz, permite a visualização de imagens em três dimensões, o 4D mostra essas mesmas imagens em movimento.

Diferente do ultrassom na gravidez comum, a imagem que aparece na tela não mostra ossos e órgãos internos, mas a pele da criança. Por isso, é possível observar detalhes como o formato do nariz e da boca ou ainda vê-la bocejando ou colocando a língua para fora.

O exame também é especialmente útil para confirmar suspeitas de anormalidades que eventualmente tenham sido detectadas no ultrassom comum, como as do tubo neural ou faciais. O procedimento possibilita que os médicos estejam de sobreaviso caso haja necessidade de uma cirurgia depois do parto.

O ultrassom 3D também permite calcular volumes e avaliar tanto o coração como outros órgãos internos. O ideal é que tanto o ultrassom 3D como o 4D sejam realizados entre a 26ª e a 30ª semana de gestação, quando o bebê já tem mais gordura sob a pele e a visibilidade é melhor.

Passada essa fase da gravidez, existe uma possibilidade maior de que a cabeça da criança fique em um posição que dificulte uma boa imagem. A existência de uma camada de gordura significativa na barriga da gestante também pode interferir na visualização.

Ultrassom do terceiro trimestre

Normalmente realizado entre a 28ª e a 32ª semana de gestação, o exame tem como objetivo principal avaliar o crescimento e peso do bebê.

Durante esse ultrassom na gravidez, também é possível descartar problemas como a hidrocefalia. É também nesse exame que o obstetra verifica se os níveis de líquido amniótico estão adequados e determina a posição tanto do bebê quanto da placenta.

A partir daí, ele poderá avaliar se há ou não alguma necessidade de adiantar o parto para garantir a segurança da mãe e da criança.

Como você pode ver, é importante realizar todos os exames de ultrassom na gravidez solicitados pelo seu obstetra. Dessa maneira, ele poderá monitorar a saúde e desenvolvimento do seu bebê e garantir que você tenha um parto seguro e tranquilo!

Gostou de aprender um pouco mais sobre a importância de realizar os exames de ultrassom na gravidez? Então não se esqueça de compartilhar esse post nas redes sociais com outras gestantes!


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